Flávio Bolsonaro declara voto a favor do fim da escala 6x1 e cita custo ao governo
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, manifestou nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, sua decisão de votar favoravelmente ao fim da escala de trabalho 6x1. A declaração foi feita após o parlamentar realizar uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, reforçando o alinhamento com a demanda popular, embora tenha condicionado a viabilidade da medida a uma compensação que, em sua visão, deveria recair sobre o governo federal.
A pauta, que centraliza o debate sobre a qualidade de vida e a carga horária do trabalhador, divide opiniões entre o alívio para o empregado e o temor de custos adicionais para o setor produtivo. Segundo o senador, a prioridade é atender à maioria do povo trabalhador brasileiro, ainda que existam ressalvas técnicas sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição). O parlamentar argumentou que o governo atual precisará encontrar mecanismos para evitar a asfixia financeira dos empresários e a migração em massa para a informalidade, cenários que ele aponta como riscos potenciais da mudança legislativa.
A movimentação política ocorre em um momento estratégico, a apenas 12 dias do segundo turno das eleições, em que o senador disputa o comando do País contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A visita de Flávio ao pai marcou o reencontro entre ambos após o fim de um período de 90 dias de restrição de contato, imposto pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, no dia 13 de julho.
Apesar da retomada do convívio familiar, o ministro do STF mantém a determinação que proíbe expressamente o uso das visitas para fins político-eleitorais. O cenário familiar também é atravessado por tensões públicas, incluindo episódios de atrito com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que chegaram a público anteriormente. Flávio afirmou, contudo, que o ex-presidente Jair Bolsonaro mantém o otimismo quanto ao processo eleitoral e que a campanha seguirá focada na estratégia para o embate final contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Comentários (0)
Deixe seu comentário