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Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Presidente da Coaph, investigado por desvios na saúde, sofreu atentado em 7 de setembro de 2026

A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira, 08/10/2026, uma operação contra um esquema de desvio de recursos públicos federais que atingiu contratos na área da saúde no Ceará. O presidente da Cooperativa de Atendimento Pré & Hospital (Coaph), o médico Montezuma Feitosa Alexandrino, está entre os principais investigados pela prática de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e fraude documental.

A investigação revelou uma faceta preocupante de violência que precede a ação policial. Em 7 de setembro de 2026, o médico foi alvo de um atentado a tiros enquanto trafegava por uma estrada na zona rural de Tauá, no interior do Estado. O veículo, blindado, impediu que ele fosse atingido pelos disparos. Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social investiga o caso como tentativa de homicídio, sem confirmação de ligação direta com os supostos crimes financeiros apurados pela Polícia Federal.

A operação judicial culminou na prisão de cinco pessoas ligadas à cooperativa, incluindo o atual tesoureiro e ex-presidente, José Newton Lacerda Carneiro. Além das detenções, o Poder Judiciário autorizou o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos, medidas cautelares adotadas para tentar recompor o prejuízo aos cofres públicos. O afastamento das funções de cinco gestores da Coaph também foi determinado pela Justiça.

Durante as buscas, agentes encontraram um cenário de ostentação. Na residência de Montezuma Feitosa Alexandrino, situada em um condomínio de luxo em Aquiraz, foram apreendidos relógios de alto valor, incluindo um Patek Philippe avaliado em R$ 3 milhões. Em uma revendedora de veículos em Fortaleza, a Drive Car, foram retidos automóveis de luxo como uma McLaren Artura e um Chevrolet Corvette, suspeitos de servirem para ocultar patrimônio ilícito.

A Coaph, em nota oficial, defendeu a necessidade de uma investigação rigorosa respeitando o devido processo legal, ao mesmo tempo em que pleiteou a preservação da entidade, alegando ser um serviço essencial à sociedade. A defesa ressaltou que a cooperativa colabora com as autoridades e que a operação abrange outros entes do setor da saúde.

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