Ir para o conteúdo
Sua Nota Tem Valor Publicidade
Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Justiça determina que Cooperita custeie tratamento de agricultor após agressão em Itapipoca

A Justiça do Ceará determinou que a cooperativa de transporte Cooperita seja responsabilizada pelo custeio de parte do tratamento médico e odontológico de um agricultor de 37 anos, vítima de uma violenta agressão física na cidade de Itapipoca. A decisão, proferida no dia 2 de outubro de 2026, estabelece critérios para o pagamento de medicamentos, transporte para consultas fora do domicílio e procedimentos especializados, após o agricultor sofrer fraturas graves que resultaram em sequelas permanentes.

O caso teve origem em uma série de episódios envolvendo o companheiro da vítima, um jovem de 20 anos diagnosticado com Síndrome de Tourette. De acordo com o relato, o rapaz, que utilizava regularmente o serviço de vans da região norte do Ceará com base em um certificado de pessoa com deficiência, passou a sofrer sucessivas negativas de acesso à gratuidade. A situação escalou para denúncias de homofobia e constrangimentos, culminando na internação hospitalar do jovem após o estresse emocional gerado pelos impedimentos.

Ao buscar diálogo na sede da Cooperita para resolver o impasse, o agricultor foi agredido por um homem identificado como José Carlos de Sousa Rodrigues. As agressões, registradas por câmeras de segurança, causaram danos severos à face da vítima, incluindo a perda dos dentes, rompimento de um nervo do maxilar e a necessidade de implantação de placas e pinos metálicos. Desde o ocorrido em 11 de agosto de 2026, o agricultor enfrenta limitações funcionais graves, sendo restrito a uma dieta pastosa e vivendo sob o impacto físico e psicológico da violência sofrida.

A decisão do juiz Gustavo Ferreira Mainardes é uma medida interlocutória, sujeita a recurso por parte da cooperativa. A ordem judicial impõe que o custeio médico seja condicionado à apresentação de orçamentos e prescrições médicas atualizadas, garantindo que o atendimento observe a proximidade geográfica em relação ao domicílio da vítima, salvo em casos de comprovada necessidade de especialistas em centros maiores, como Fortaleza.

Enquanto o processo tramita na esfera cível, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Itapipoca, mantém as investigações sobre o crime de lesão corporal. A defesa do agricultor busca, ainda, uma indenização superior a R$ 1,9 milhão por danos morais, físicos e materiais, alegando que o incidente destruiu a qualidade de vida e a autonomia do homem.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000