Investigação apura agressão sofrida por homem em barraca da Praia do Futuro
A Polícia Civil apura uma denúncia de agressão física contra Adilson Alves Viana, que alega ter sido espancado por seguranças do Complexo Crocobeah, localizado na Praia do Futuro, em Fortaleza. O episódio ocorreu na terça-feira, 13 de outubro de 2026, quando a vítima foi abordada por quatro funcionários que o acusaram de furtar uma bolsa, resultando em lesões graves que exigiram atendimento médico especializado.
De acordo com o relato registrado em boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial, Adilson Alves Viana retornava do mar em direção à sua motocicleta quando foi interceptado pelos seguranças. Mesmo negando o envolvimento em qualquer delito, ele afirma ter sofrido um golpe de "mata-leão" e agressões com um objeto metálico revestido por uma mangueira. A violência foi tamanha que a vítima perdeu a consciência, sendo encontrada posteriormente próxima à areia com ferimentos severos no rosto e dentes quebrados.
Após retomar a consciência, Adilson Alves Viana buscou auxílio nas instalações do estabelecimento, mas relata ter sido expulso do local por um dos agressores. Ele foi socorrido por familiares e encaminhado inicialmente a uma Unidade de Pronto Atendimento (Upa) e, posteriormente, transferido ao Hospital Instituto Doutor José Frota (IJF) para exames detalhados devido à gravidade do quadro clínico.
Maria Daniele Alves dos Santos Viana, esposa da vítima, descreve o marido como um trabalhador íntegro e destaca que a família frequentava o estabelecimento com regularidade. Para ela, o ataque possui contornos discriminatórios. "Por ele ser negro e estar sozinho, pegaram ele e fizeram isso. Acharam que ele não era ninguém", afirmou. A família clama por Justiça e espera que os responsáveis pela violência sejam identificados e punidos.
O inquérito policial segue em curso e, por ser uma investigação preliminar, ainda cabe a apuração dos fatos para a eventual responsabilização dos envolvidos. O uso de força física por equipes de segurança privada deve obedecer estritamente aos limites da lei, sendo vedado o exercício de justiça por conta própria.
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