Empresas brasileiras atingem 2º maior nível histórico de preocupação com saúde mental
Os maiores grupos corporativos do Brasil atingiram, neste sábado, 10 de outubro de 2026, o segundo maior patamar de preocupação com o bem-estar de seus funcionários na série histórica, conforme revelado pelo anuário "Saúde Mental das Empresas", divulgado pelo Instituto Philos Org. A decisão de priorizar o tema reflete a necessidade urgente das organizações em mitigar os impactos emocionais que, atualmente, mantêm cerca de 72% dos brasileiros em um constante "modo de sobrevivência", segundo dados da Starbem.
O índice atingiu 8,02 pontos em 2026 em uma escala de 16, registrando um recuo de 0,17 ponto em relação a 2025. Contudo, o cenário permanece crítico se comparado aos 5,06 pontos registrados em 2024. A análise baseia-se em relatos integrados que evidenciam como a cultura organizacional impacta diretamente a dignidade e a produtividade dos profissionais.
O Setor Financeiro lidera o ranking de atenção ao tema com 10,8 pontos, destacando instituições como o Banco do Brasil (13,78), Bradesco (13,22) e Itaú Unibanco (12,57). Outros setores relevantes incluem TI, Telecom, Tecnologia e Comunicação (8,77) e a Indústria (8,69).
O impacto financeiro é tangível: o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) registrou um custo de R$ 1 bilhão decorrente de afastamentos por transtornos mentais, afetando 546 mil trabalhadores no ano anterior. Este cenário forçou uma mudança regulatória estratégica com a atualização da Norma Regulamentadora n°1, que, desde maio de 2026, exige o gerenciamento formal de riscos psicossociais, como assédio moral e jornadas excessivas.
Segundo Amanda Bittencourt, gerente da Care Plus Ocupacional, a norma permite uma abordagem preventiva contra o Burnout. "A partir do momento em que a norma exige um olhar estruturado para os riscos psicossociais, as empresas passam a ter mais condições de identificar padrões antes do esgotamento, agindo preventivamente para tratar a raiz do problema", explica. A medida é essencial em um contexto onde a produtividade do Brasil, segundo o FGV Ibre, apresentou queda de 0,5% no primeiro trimestre de 2026.
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