Ceará implementa tecnologia de georradar para detectar escavações em presídios
O governo federal entregou ao Ceará nesta quarta-feira, 14/10/2026, um sistema de georradar capaz de detectar túneis, galerias e anomalias no subsolo de unidades prisionais sem a necessidade de escavações físicas. A medida, articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, visa fortalecer a vigilância em nove unidades do Estado como parte de uma estratégia nacional de combate ao crime organizado.
Além do georradar, a entrega incluiu três kits de varredura e três drones de monitoramento de longo alcance, que permitem o rastreamento de veículos e sinais de Wi-Fi em um raio de até 1,5 km. O investimento na tecnologia chega a R$ 2 milhões. A expectativa da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) é que o suporte tecnológico auxilie no bloqueio de comunicações ilícitas e na desarticulação de facções.
Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a modernização do sistema é fundamental para garantir a ordem. "O sistema penitenciário não pode funcionar como escritório do crime. É possível conviver perfeitamente entre ordem, disciplina e ressocialização", afirmou o gestor, ressaltando a importância do decreto do presidente Lula, assinado em 13/10/2026, para agilizar o bloqueio de aparelhos eletrônicos em presídios.
A vice-governadora do Ceará, Jade Romero, destacou que o aparato tecnológico valoriza o trabalho dos agentes da Polícia Penal. "O crime vem se modernizando e nós precisamos acompanhar esse movimento com investimento, formação profissional e atualização legislativa", declarou.
Parque de Testagem
Durante a solenidade, as autoridades oficializaram a criação do primeiro Parque de Testagem do Laboratório de Inteligência no Ceará. Segundo o cronograma, as atividades devem ser articuladas a partir de novembro de 2026. O espaço servirá como um ambiente de inovação para validar tecnologias de inteligência penal que, posteriormente, serão implementadas em todo o país.
A previsão orçamentária para o Ceará até o final de 2026 totaliza cerca de R$ 23 milhões em novos equipamentos, incluindo scanners corporais e sistemas de raio-X, reforçando a meta de elevar o padrão de segurança do sistema penitenciário estadual.
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