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Domingo, 11 de outubro de 2026

Anvisa autoriza testes em humanos de vacina brasileira contra a malária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o início de ensaios clínicos em humanos para a primeira vacina do mundo desenvolvida especificamente contra a malária causada pelo parasita Plasmodium vivax. A decisão, que marca um avanço histórico para a ciência brasileira, foi formalizada nesta domingo, 11/10/2026, com o objetivo de oferecer uma alternativa de prevenção inédita para a espécie de malária que predomina nas Américas e na Ásia.

O projeto, conduzido pelo CTVacinas, do Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG, recebe um aporte de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde. A medida é essencial para garantir a segurança e a eficácia da Vivaxin, oferecendo esperança a milhares de cidadãos brasileiros residentes principalmente na região amazônica, onde a incidência da doença impacta a qualidade de vida e a saúde pública.

O estudo de fase 1 contará com 48 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 59 anos, que serão monitorados por 360 dias. Este é o passo inicial de um rigoroso protocolo que ainda inclui as fases 2 e 3 antes de qualquer possível liberação comercial. A decisão atual é técnica e fundamentada, seguindo os ritos de aprovação da Agência.

Em 2025, o Brasil registrou 118.037 casos da doença. Diferente das vacinas já existentes, que focam no Plasmodium falciparum (mais comum na África), o imunizante brasileiro busca combater o parasita que mais circula no território nacional. A iniciativa visa reduzir a vulnerabilidade de populações em estados como Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O Ministério da Saúde reforça que a malária, transmitida pelo mosquito Anopheles, demanda vigilância constante, especialmente em áreas onde a letalidade é elevada. O desenvolvimento desta tecnologia representa um compromisso estatal com a dignidade dos pacientes e o fortalecimento do sistema de saúde frente a uma enfermidade ainda negligenciada.

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