Fernando Haddad defende apuração rigorosa sobre o caso Master e o Poder Judiciário
O caso Master abre uma oportunidade estratégica para sanear o país e investigar possíveis irregularidades que alcancem inclusive instâncias do Poder Judiciário. A declaração foi feita pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, nesta segunda-feira, 12/10/2026.
O posicionamento surgiu após questionamentos sobre os desdobramentos das denúncias envolvendo o banco. Segundo Fernando Haddad, embora o acompanhamento das suspeitas de fraude tenha sido contínuo, a extensão do envolvimento de agentes do Poder Judiciário não era previsível. O ex-ministro destacou que Daniel Vorcaro teria arquitetado um esquema de blindagem de alta complexidade, dificultando a mensuração prévia dos tentáculos da instituição pelo governo.
Defendendo a continuidade dos trabalhos de investigação conduzidos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, Fernando Haddad reiterou que, apesar de a regulação bancária ser competência exclusiva do Banco Central, houve empenho institucional para mitigar danos e combater práticas ilícitas. A liquidação do banco é vista por ele como uma medida necessária diante da gravidade dos indícios apurados.
Além dos desdobramentos jurídicos, o ex-ministro analisou o cenário eleitoral após o primeiro turno, no qual o presidente Lula, do PT, segue em disputa acirrada com Flávio Bolsonaro, do PL. Para Fernando Haddad, a entrega de resultados da gestão atual é um pilar, mas insuficiente para garantir a vitória nas urnas. O foco, segundo ele, deve recair sobre o diálogo com as angústias da população em temas como emprego e o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho.
Ao ser questionado sobre um possível retorno à Casa Civil ou seus planos políticos futuros, Fernando Haddad manteve a cautela. Sem confirmar cargos, assegurou que seu compromisso com a política nacional permanece inabalável, independentemente dos resultados das urnas em 2026.
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