Disputa pela Mesa Diretora da CMFor ganha importância estratégica para PSB e PSD
A eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor) para o biênio 2027/2028 tornou-se um ponto de inflexão política no Legislativo municipal. A decisão, que definirá o comando da Casa e a linha sucessória da Prefeitura, ganha relevância acentuada nesta quarta-feira, 14/10/2026, devido à eleição de Gabriella Aguiar (PSD) como vice-governadora do Ceará, o que desloca o peso estratégico da sucessão direta do Executivo.
Impacto na sucessão
O cenário é sensível para a estabilidade institucional: na ausência do prefeito Evandro Leitão (PT), a sucessão cabe à vice-prefeita. Com a mudança de cargo de Gabriella Aguiar, a presidência da CMFor passa a ocupar um papel vital na hierarquia de poder da capital. A definição da nova Mesa, prevista para o final deste ano, torna-se, portanto, um movimento decisivo para a governabilidade.
Articulações e bastidores
As movimentações partidárias aguardam a conclusão do segundo turno da eleição presidencial. Atualmente, o presidente da CMFor, Leo Couto (PSB), concentra esforços na ampliação da votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Capital, contando com o apoio das lideranças estaduais, incluindo o senador Camilo Santana (PT), o governador Elmano de Freitas e o senador Cid Gomes (PSB). Enquanto o PSB busca a reeleição de Leo Couto, o PSD articula para garantir o comando da Casa, apresentando como possíveis nomes Eudes Bringel e Bruno Mesquita.
Efeito cascata na Alece
O xadrez político estende-se à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). A permanência de Romeu Aldigueri (PSB) na presidência da Alece pode influenciar o desfecho na Câmara Municipal. O PSD, que conta com nomes como Domingos Filho, observa o equilíbrio de forças entre as duas Casas, em uma negociação que exige habilidade técnica e conciliação de interesses partidários para evitar atritos na base governista.
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