Brasileiro registra ataque de míssil contra prédio em Kharkiv, na Ucrânia
O voluntário brasileiro Lucas Candido registrou o momento exato em que um míssil lançado pela Rússia atingiu o edifício onde estava hospedado em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, na terça-feira, 13/10/2026. A gravação, compartilhada em redes sociais, expõe a vulnerabilidade de estrangeiros que atuam junto ao Exército da Ucrânia em um cenário de ataques constantes contra infraestruturas civis e militares.
Além de Lucas Candido, outros dois brasileiros identificados como Thiago e Gabriel ocupavam o imóvel no momento do impacto. Apesar dos ferimentos, o grupo sobreviveu. Em uma publicação no Instagram, Gabriel relatou que, embora apresente lesões nas pernas e tenha colegas feridos, o grupo encontra-se em segurança. O sobrevivente classificou a ação russa como uma conduta covarde diante das circunstâncias da guerra.
O episódio ocorre em um momento de instabilidade geopolítica. Recentemente, o Presidente da América, Donald Trump, anunciou um acordo de cessar-fogo energético junto a Vladimir Putin. Contudo, Volodymyr Zelensky denunciou que, enquanto a Ucrânia suspendeu ofensivas contra refinarias russas, a Rússia manteve os disparos contra instalações críticas ucranianas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicado pela TASS, afirmou que as negociações seguem em curso, sem confirmar a adesão formal ao pacto.
Diante do agravamento da situação, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil reitera que a atuação do Itamaraty possui limitações severas para brasileiros que optam por integrar exércitos estrangeiros. O órgão desaconselha permanentemente o ingresso na Ucrânia, destacando que não há suporte público para custeio de retorno ou assistência em contratos privados de natureza militar.
Dados oficiais apontam que, desde o início do conflito em fevereiro de 2022, 127 brasileiros foram reportados como mortos ou desaparecidos em combate. O governo brasileiro enfatiza que, além dos riscos físicos, os cidadãos estão sujeitos à jurisdição da Justiça caso cometam crimes previstos em tratados internacionais durante o período de permanência no exterior.
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