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Domingo, 11 de outubro de 2026

Ato na Avenida Paulista reforça defesa da democracia e busca por votos com Lula

A defesa do regime democrático e o esforço estratégico para atrair eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno marcaram o ato político realizado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 11/10/2026, na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento serviu como peça-chave na estratégia do partido para reverter a vantagem obtida pelo adversário na etapa inicial da disputa presidencial.

Durante seu pronunciamento, Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que o desejo da população transcende a subsistência básica. Segundo o candidato, o eleitor clama por cultura, empregos dignos e liberdade. O ex-presidente destacou a necessidade urgente de engajar os quase 30 milhões de brasileiros que se abstiveram de votar. Ele reforçou que a responsabilidade cidadã não cessa com o avançar da idade, apelando para que os eleitores pensem nas futuras gerações ao definirem o futuro do Brasil.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também reforçou o tom do ato ao reafirmar o compromisso com a Constituição. Em um discurso contundente, citou os heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 — Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo — para marcar posição contra a Ditadura e criticar falas de aliados de Bolsonaro que sugeriram alterações constitucionais. A manifestação também contou com as presenças de Humberto Carrão e Baco Exu do Blues, que instaram o público a dialogar com indecisos para além das divisões partidárias.

No campo das propostas, Luiz Inácio Lula da Silva prometeu uma modernização tecnológica com foco em inteligência artificial e indústria digital, além de medidas rígidas na segurança pública. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, presente no evento, traçou paralelos entre a oposição brasileira e a gestão de Javier Milei na Argentina, alertando sobre os riscos econômicos na visão petista.

A campanha intensifica agora a mobilização nas ruas e redes sociais para tentar reduzir o índice de 21,08% de abstenções, fator que, aliado aos 47,03% de Flávio contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, tornou a eleição a mais disputada do período recente.

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