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Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Investigação apura duplo homicídio de irmãs por falsos policiais no Ceará

O assassinato de duas irmãs, de 15 e 17 anos, choca a população do interior do Ceará após a confirmação de que as jovens foram retiradas de sua residência por criminosos que se disfarçaram de policiais. A execução, ocorrida no contexto de disputas entre grupos criminosos, foi confirmada em 15 de outubro de 2026, com o desdobramento das investigações policiais em curso na região de Tauá.

Dinâmica do crime

Na segunda-feira, 12 de outubro de 2026, um grupo composto por quatro homens chegou à localidade de Cachoeira de Fora, na zona rural de Arneiroz, em um veículo branco. Sob o pretexto de exercerem funções de segurança pública, os indivíduos renderam as irmãs, utilizando abraçadeiras de nylon para imobilizá-las. Antes de deixar o local, os criminosos revelaram a farsa aos familiares, confirmando que pretendiam retirar a vida das adolescentes.

Os corpos das jovens foram localizados na terça-feira, 13 de outubro de 2026, em uma área de mata situada na comunidade de Angicos, em Tauá. Ambas apresentavam perfurações por arma de fogo.

Motivação e histórico

As vítimas haviam buscado refúgio na casa dos avós em Arneiroz para se afastar de conflitos, após se envolverem com integrantes do Comando Vermelho (CV). A investigação aponta que a proximidade de uma das irmãs com membros da organização criminosa despertou suspeitas de membros do PCC, que teriam decretado a morte das jovens sob a acusação de traição ao grupo rival.

Prisões e andamento processual

Antônio Wellington Alves Pires, de 27 anos, foi detido na terça-feira, 13 de outubro de 2026, em Tauá, sob suspeita de participação direta no duplo homicídio. O homem, que já possui antecedentes por tráfico de drogas, foi autuado em flagrante na Delegacia de Tauá. Em audiência de custódia realizada em 14 de outubro de 2026, o Poder Judiciário converteu a prisão em preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) prossegue com as diligências para identificar os demais envolvidos.

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