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Domingo, 18 de outubro de 2026

Inflação dos combustíveis dispara e quase dobra em 2026 mesmo com subsídios do governo

A inflação de combustíveis acumulada de janeiro até setembro de 2026 é quase o dobro da verificada em todo o ano anterior. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, enquanto em 2025 o conjunto de produtos automotivos registrou alta de 2,30%, o índice já alcança 4,49% neste ano, mesmo com o aporte de R$ 40 bilhões em subsídios concedidos pelo governo federal para atenuar o impacto no bolso do consumidor brasileiro.

O cenário é agravado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e na Ucrânia, que elevam o preço do petróleo no mercado externo. A elevação dos custos dos derivados de petróleo afeta diretamente o custo de vida das famílias e o valor do frete, refletindo em toda a cadeia produtiva.

Para tentar conter essa escalada inflacionária, a administração federal implementou uma série de medidas. Desde 12 de março de 2026, diversas ações foram tomadas, incluindo a subvenção direta ao diesel e a isenção de alíquotas de PIS/Cofins sobre a importação e comercialização do combustível. Em 8 de abril de 2026, os Decretos nº 12.923/2026 e 12.924/2026 zeraram as alíquotas para o biodiesel. Já em 9 de setembro de 2026, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou a Medida Provisória 1.391/2026, autorizando uma nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário.

O levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revela, contudo, que a pressão sobre os preços permanece. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), a escassez de diesel deve persistir até boa parte de 2027, mantendo o desafio econômico para o próximo governo, independentemente do resultado das eleições que envolvem o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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