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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

Combinação de vermífugo e remédio de câncer freia tumores resistentes

Cientistas identificaram uma estratégia promissora para combater o câncer de pulmão de células não pequenas com alterações no gene EGFR, conforme revelado em estudo publicado no dia 8 de outubro de 2026, na revista PLOS ONE. Pesquisadores constataram que a associação do vermífugo mebendazol ao gefitinibe — um medicamento de terapia alvo — foi capaz de reduzir significativamente a viabilidade de células tumorais que já não respondiam ao tratamento convencional, nesta terça-feira, 13/10/2026.

A descoberta traz uma perspectiva de esperança para pacientes que enfrentam a barreira da resistência medicamentosa. Ao atacar o tumor por meio de mecanismos distintos, a combinação mostrou-se mais eficiente do que o uso isolado de qualquer um dos fármacos em testes pré-clínicos realizados com células humanas e modelos animais.

Mecanismos de ação

O gefitinibe funciona bloqueando a proteína EGFR, responsável por sinalizar o crescimento celular. Contudo, o câncer frequentemente encontra rotas de escape para retomar a proliferação. O mebendazol atua de forma complementar, interferindo nos microtúbulos, estruturas essenciais para a divisão celular, o que, teoricamente, cria um efeito de tenaz contra a célula doente.

“A mensagem empolgante é que a resistência aos medicamentos pode não tornar as células cancerígenas invulneráveis. Ela pode deixá-las com pontos fracos que podemos atacar”, destacou Shakta Mani Satyam, pesquisador de farmacologia da Universidade de Ciências Médicas e da Saúde de RAK, nos Emirados Árabes Unidos, em entrevista ao ScienceAlert.

Resultados e cautela

Nos testes laboratoriais, após 72 horas, a combinação reduziu a viabilidade das células tumorais para cerca de 38%, em comparação com 80% quando o vermífugo foi usado isoladamente. Em camundongos, a união dos fármacos retardou o tempo de duplicação dos tumores para 25 dias, um avanço notável frente aos 6,2 dias observados no grupo de controle sem tratamento.

É fundamental ressaltar que os resultados são estritamente pré-clínicos e não garantem segurança ou eficácia para humanos. A equipe reforça que etapas cruciais, como a avaliação de toxicidade em tecidos saudáveis e a verificação da biodisponibilidade do mebendazol em humanos, ainda precisam ser vencidas antes de qualquer aplicação clínica.

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