Anvisa alerta que suplementos não tratam resistência à insulina
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta contundente nesta sexta-feira, 09/10/2026, sobre a comercialização enganosa de suplementos alimentares apresentados como substitutos terapêuticos para a resistência à insulina. O órgão reforça que a divulgação em redes sociais de substâncias sem comprovação científica para essa finalidade coloca em risco a saúde pública, pois induz pacientes a adiarem a busca por diagnóstico médico e o tratamento adequado.
O risco da automedicação e a desinformação
Entre os produtos frequentemente listados por influenciadores digitais como soluções metabólicas estão a berberina, o magnésio e o mio-inositol. Embora esses compostos possam ter indicações específicas sob supervisão, a Anvisa ressalta que suplementos não possuem autorização legal para prometer a cura ou o controle de doenças. Ao substituir o acompanhamento clínico por cápsulas vendidas na internet, o cidadão perde a oportunidade de intervir precocemente em quadros como pré-diabetes e diabetes tipo 2, que exigem protocolos baseados em evidências, e não em marketing digital.
Entenda a resistência à insulina
A resistência à insulina é um estado em que as células não respondem adequadamente ao hormônio produzido pelo pâncreas, resultando no acúmulo de glicose no sangue. Essa condição, frequentemente ligada ao sedentarismo, excesso de gordura abdominal e fatores genéticos, também é comum em pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP). O tratamento real é multifatorial: exige mudanças concretas no estilo de vida, reeducação alimentar e, em casos específicos, o uso de medicamentos rigorosamente prescritos por profissionais de saúde.
Como se proteger
A regulamentação brasileira é clara: produtos com finalidade terapêutica devem possuir registro de medicamento, o que garante sua eficácia e segurança. A Anvisa orienta a população a desconfiar de vídeos ou anúncios que prometam "normalizar" taxas metabólicas com suplementos. Antes de iniciar qualquer consumo, o paciente deve consultar seu médico, evitando a autotratação que pode mascarar agravamentos clínicos significativos.
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