Operação Coaptação desarticula esquema de desvios milionários na saúde do CE
Uma organização criminosa suspeita de desviar verbas públicas destinadas ao setor da saúde foi alvo de uma ação coordenada das autoridades federais na quinta-feira, 08/10/2026. A Operação Coaptação, deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União, busca responsabilizar envolvidos em fraudes contratuais que drenaram recursos essenciais para a sociedade, impactando diretamente a qualidade do atendimento à população.
O volume de recursos sob análise é expressivo: a empresa principal no foco da investigação recebeu mais de R$ 1 bilhão em verbas da União entre 2007 e 2025. Segundo as apurações, o grupo recorria a empresas de fachada e falsificação de documentos para legitimar contratos de saúde, permitindo que o capital fosse desviado para o enriquecimento ilícito dos investigados.
A Justiça, por meio da 32ª Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará, autorizou o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Eusébio e Tauá, no Ceará, além de Campina Grande, na Paraíba. A decisão, que ainda permite o exercício do contraditório e ampla defesa aos investigados, também impôs o afastamento cautelar de cinco gestores de suas funções, medida fundamental para a proteção do interesse público.
Entre os bens apreendidos que demonstram o ostensivo padrão de vida dos investigados, a Polícia Federal identificou uma McLaren Artura, um Chevrolet Corvette, além de um relógio avaliado em R$ 3 milhões. A lista de bens móveis inclui ainda modelos como Denza B5, BYD Dolphin Mini, Mini Cooper, Jeep Commander, Honda HR-V, Toyota Corolla e picapes Ford Ranger, além de itens de luxo como peças da marca Rolex e uma pulseira Love, da Cartier.
O sequestro de 38 imóveis e 82 veículos visa garantir o eventual ressarcimento aos cofres públicos. A investigação segue em curso sob supervisão de Manuella Dal Mas para identificar a extensão total do dano ao erário e garantir a punição severa aos responsáveis pela má gestão de recursos que deveriam garantir o bem-estar social.
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