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Domingo, 11 de outubro de 2026

Lula e Flávio focam em eleitores ausentes para definir a Presidência da República

A mobilização dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno se tornou um dos maiores desafios estratégicos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. A busca por esses votos é vista como o fiel da balança para definir o resultado do pleito, agendado para o dia 25 de outubro de 2026.

O desafio das candidaturas vai além de convencer o cidadão a sair de casa. De acordo com pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 8 de outubro de 2026, 40% dos entrevistados que se abstiveram no primeiro turno afirmam que certamente não irão às urnas no segundo. Outros 38% admitem que provavelmente também não comparecerão, enquanto apenas 22% consideram a possibilidade de votar. O levantamento ouviu 1,6 mil pessoas entre 6 e 7 de outubro de 2026, com margem de erro de três pontos percentuais.

Cenário de abstenção

A mobilização torna-se crítica em um cenário onde Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os estados com as maiores taxas de abstenção incluem Mato Grosso do Sul (23,87%), Rio de Janeiro (23,32%) e Minas Gerais (22,81%).

Para a campanha de Lula, a redução do absenteísmo é a frente prioritária. O coordenador de campanha, Camilo Santana (PT-CE), confirmou que o presidente priorizará agendas no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, justamente os colégios eleitorais que registraram taxas de ausência acima da média nacional.

Do outro lado, Flávio busca preservar a vantagem conquistada e ampliar sua base. O senador tem reforçado pautas como o custo de vida e a segurança pública para tentar atrair o eleitor indeciso ou aquele que se sentiu desmotivado na primeira etapa. Não há, contudo, uma estratégia pública focada exclusivamente na reversão do voto dos ausentes por parte da chapa do PL.

Vale ressaltar que a participação no segundo turno é independente. O eleitor que não votou em 4 de outubro de 2026, mas está apto, tem plena liberdade e direito de comparecer às urnas em 25 de outubro de 2026, independentemente de justificativa anterior.

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