Governo federal amplia combate a incêndios no Amazonas após críticas de Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira
O governo federal intensificou as estratégias de combate aos incêndios florestais no Amazonas, em uma mobilização conjunta com a administração estadual voltada a conter o avanço das chamas que castigam 36 municípios da região. A decisão de ampliar o contingente operacional foi formalizada em 11/10/2026, após o monitoramento do Painel do Fogo do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia) identificar um crescimento de 271% nos focos de calor nos primeiros dez dias de outubro, um cenário que impacta diretamente a biodiversidade local e a segurança das populações ribeirinhas.
A urgência da crise ambiental atraiu críticas de figuras da oposição. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), questionou a condução das políticas ambientais federais em 10/10/2026, defendendo que a preservação deve ser pautada pelo compromisso prático com as futuras gerações. No mesmo dia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou as redes sociais para questionar a atuação do Ibama e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) frente à destruição da mata.
Em resposta à situação, o governador do Amazonas, Roberto Cidade, reuniu-se em Manaus com os ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e do MMA (Meio Ambiente e Mudança do Clima), João Paulo Capobianco. O objetivo foi alinhar o envio de reforços emergenciais para conter a propagação do fogo.
Para fortalecer as operações em solo, o governo federal enviará 300 novos brigadistas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que se juntarão aos 290 profissionais federais que já atuam no território. A logística de combate conta ainda com o suporte de aeronaves especializadas para o monitoramento aéreo e o lançamento de água nas áreas de difícil acesso.
Neste domingo, 11/10/2026, os ministros João Paulo Capobianco e Waldez Góes realizaram um sobrevoo nas regiões críticas para avaliar a dimensão dos danos. A comitiva também inspecionou o CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), onde centralizam as ações de resposta. A operação é definitiva quanto à necessidade de contenção imediata, enquanto o Ministério Público mantém o acompanhamento jurídico da situação, sem prejuízo de eventuais investigações sobre as causas dos focos.
Comentários (0)
Deixe seu comentário