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Sábado, 10 de outubro de 2026

Justiça do Ceará condena dupla por homicídio e uso de crânio em rituais

A Justiça do Ceará condenou Desiree Dantas e Roberto Alves da Silva a penas que, somadas, ultrapassam 40 anos de reclusão pelo assassinato de Francisco de Assis de Lima e o uso profano de seus restos mortais em 10 de outubro de 2026. A decisão do Tribunal do Júri estabelece a responsabilidade criminal da dupla pelo homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa, além de ocultação e vilipêndio de cadáver.

O caso, que chocou a comunidade de Iguatu, teve origem em 1º de dezembro de 2017. Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima foi abordada e executada a tiros, tendo seu corpo ocultado em uma área de mata. A gravidade da conduta, que desrespeitou a dignidade da vítima ao utilizar partes de seu corpo em práticas rituais, reflete uma violência que rompe os laços de humanidade e segurança pública na região.

As sentenças individuais foram fixadas em 17 anos e 11 meses para Desiree Dantas e 25 anos, 11 meses e 15 dias para Roberto Alves da Silva. Cabe recurso à decisão proferida pelo Tribunal do Júri.

A descoberta dos crimes ocorreu durante as diligências da Polícia Civil sobre o desaparecimento do universitário Jheyderson de Oliveira Chavier, em maio de 2018. O jovem, que buscava auxílio religioso, foi localizado enterrado em uma cova rasa no sítio utilizado pela dupla. Na mesma propriedade, a polícia encontrou outros três corpos de pessoas dadas como desaparecidas em Iguatu. As investigações concluíram que Desiree Dantas e Roberto Alves da Silva atraíam desafetos para o local com o intuito de executá-los.

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