Justiça determina que Policial responda a júri popular pela morte de Luís Bezerra de Oliveira
O policial militar Geraldo Ferreira da Silva Júnior será levado a julgamento pelo tribunal do júri pela morte de seu ex-namorado, Luís Bezerra de Oliveira, ocorrida em dezembro de 2024. A decisão foi tomada pela Justiça, que, ao analisar o caso, rejeitou o pedido da defesa pela absolvição sumária do réu. O processo, que ainda não possui data definida para a sessão, busca esclarecer a dinâmica de um crime que ceifou a vida de um homem de 29 anos e deixou famílias em busca de respostas sobre os limites da força letal.
A investigação conduzida pelo Ministério Público contesta a tese de legítima defesa apresentada pelo militar. Segundo os laudos periciais citados pelo órgão, a vítima foi atingida por nove disparos, sendo cinco deles pelas costas. Para a acusação, a localização dos ferimentos indica que os tiros podem ter sido efetuados quando a vítima já estava incapacitada, sugerindo um possível excesso na conduta do policial, que segue respondendo ao processo em liberdade por decisão do juiz João Makson Bastos de Oliveira.
O relacionamento, que durou mais de dois anos, era descrito por testemunhas como conturbado. No dia 11/10/2026, detalhes sobre o histórico do casal vieram à tona, revelando denúncias de ameaças mútuas e desavenças que culminaram na invasão da casa de Geraldo Ferreira da Silva Júnior por Luís Bezerra de Oliveira, conforme registrado por câmeras de segurança. Enquanto a defesa do réu alega agir por instinto em um momento de estresse extremo, a família da vítima, representada por Marciana Oliveira, clama por justiça, refutando a imagem do designer de sobrancelhas como um agressor.
No âmbito administrativo, a Polícia Militar do Ceará confirmou, em 2025, que o agente foi remanejado para funções administrativas na 1ª Companhia do 10º Batalhão, em Iguatu, sem autorização para porte de arma. Paralelamente, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) instaurou um procedimento disciplinar para apurar a conduta do militar, mantendo o caso sob rigorosa observação das autoridades cearenses.
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