China expande produção e desafia liderança do Brasil no mercado de frango
A China acelerou sua produção interna de carne de frango ao longo de 2026, movimento que projeta o país como um potencial concorrente do Brasil, o atual líder global no setor. A estratégia chinesa foi evidenciada nesta segunda-feira, 12/10/2026, diante de dados que revelam uma alta superior a 9% na oferta do país no primeiro semestre, alterando a dinâmica do comércio internacional de proteínas.
O impacto dessa mudança reflete uma reconfiguração nas prioridades de mercado. Enquanto a China amplia suas vendas externas de cortes como o peito de frango, o Brasil mantém sua dominância, sustentado por uma relação de complementaridade gastronômica: o que é excedente lá, é demanda aqui, e vice-versa.
Entre janeiro e setembro de 2026, o mercado brasileiro enviou 420,4 mil toneladas de aves para o território chinês, movimentando US$ 1,15 bilhão. Apesar de a China ter diversificado seus destinos, o Brasil segue como peça-chave, especialmente no fornecimento de cortes menos valorizados na produção local chinesa, como os pés de frango, que sustentam um nicho de mercado lucrativo e culturalmente enraizado.
Especialistas indicam que, embora o crescimento chinês seja notável, barreiras sanitárias em mercados rigorosos como a União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul protegem, por ora, a competitividade brasileira. Ricardo Santin, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), reforça que o cenário global de consumo em expansão permite a coexistência de novos atores, priorizando a segurança alimentar mundial.
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