Abiec projeta aumento no preço da carne com possível fim da escala 6x1
A indústria de carnes brasileira projeta a necessidade de repassar aos consumidores o aumento dos custos operacionais que seriam gerados pelo fim da escala de trabalho 6x1. A avaliação foi oficializada por Roberto Perosa, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), nesta terça-feira, 20/10/2026, durante o Sial (Salão Internacional da Alimentação), em Paris.
O setor defende que a alteração na jornada exigiria a reorganização imediata das equipes e a contratação de novos colaboradores para assegurar que o ritmo de produção de alimentos não sofra interrupções durante os períodos de descanso dos funcionários. Para o executivo, o impacto financeiro é inevitável e deve incidir diretamente sobre o valor final dos produtos nas prateleiras.
Embora reconheça a mudança como uma resposta a demandas sociais, Perosa enfatizou que a viabilidade econômica do setor frigorífico depende de uma adaptação logística complexa. Até o momento, a entidade não apresentou uma estimativa quantitativa sobre a porcentagem exata do reajuste que chegaria ao consumidor final.
Além da jornada, a entidade manifestou preocupação com os efeitos da reforma tributária. Segundo o dirigente, a reestruturação do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), especificamente quanto ao crédito presumido desses tributos, representa um desafio estrutural ainda maior para a cadeia produtiva. A Abiec informou que pretende intensificar o diálogo com o governo sobre essas pautas após o encerramento do período eleitoral.
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