Saúde bucal exige atenção redobrada durante o tratamento de câncer de mama
O monitoramento da saúde bucal tornou-se um pilar estratégico no bem-estar de pacientes oncológicas, conforme destacado por especialistas nesta terça-feira, 06/10/2026. A necessidade de intervenção odontológica precoce foi reforçada em razão dos impactos colaterais da quimioterapia, que afetam diretamente o conforto e a dignidade das mulheres durante a jornada contra a doença.
No Brasil, o INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima a ocorrência de 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026 a 2028. Dentro desse contexto, a cirurgiã-dentista Luisa Casado enfatiza que o acompanhamento odontológico deve ser iniciado antes mesmo da primeira sessão de quimioterapia para mitigar riscos de complicações, como a inflamação gengival e a desmineralização dentária.
A literatura científica reforça essa urgência. Um estudo publicado no International Journal of Dental Hygiene demonstrou que mulheres em quimioterapia enfrentam desafios maiores no controle da inflamação periodontal, além de apresentarem uma queda progressiva no fluxo salivar ao longo de 24 semanas. Outra pesquisa brasileira, divulgada em 2026 no Journal of Clinical and Experimental Dentistry, evidenciou que pacientes submetidas ao protocolo AC-T apresentam alterações sensoriais e piora clínica bucal a partir do terceiro ciclo de medicação.
Cuidados recomendados
Para minimizar os danos, a orientação é estabelecer um plano de ação conjunto entre oncologistas e dentistas. A laserterapia, por exemplo, surge como uma alternativa eficaz no alívio da mucosite oral. Entre as medidas preventivas essenciais estão: Fazer uma avaliação odontológica prévia; Manter a higiene com escovas macias; Utilizar produtos adequados; Realizar o controle rigoroso da placa bacteriana e Comunicar à equipe médica qualquer sinal de feridas ou dor.
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