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Quarta-feira, 07 de outubro de 2026

Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina 2026 reconhece avanços na optogenética

O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2026 foi concedido aos cientistas Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel, vinculados às universidades de Stanford, Humboldt e Würzburg. A premiação, anunciada nesta segunda-feira, 05/10/2026, reconhece as contribuições fundamentais dos pesquisadores para a descoberta de canais iônicos controlados por luz e o desenvolvimento da optogenética, técnica que permite aos cientistas observar e manipular o funcionamento do cérebro vivo com precisão inédita.

A decisão do Comitê Nobel de Fisiologia ou Medicina destaca que o avanço abre caminhos para compreender como memórias, sentimentos e comportamentos são moldados. O método oferece uma chave para decifrar os circuitos neurais que regem a mente humana, área que, historicamente, permanecia cercada de incertezas.

Da alga à neurociência

Tudo começou com o estudo da Chlamydomonas, uma alga unicelular, por Peter Hegemann e Georg Nagel. Ao investigarem por que o organismo se movimentava em direção à luz, eles isolaram a proteína canalrodopsina. O mecanismo revelou que, sob a incidência de luz azul, íons entram na célula, gerando impulsos elétricos.

Em 2005, Karl Deisseroth demonstrou que essa proteína poderia atuar como um interruptor em células nervosas de mamíferos. Ao aplicar o método, tornou-se possível ativar ou silenciar neurônios específicos, permitindo mapear a causa e o efeito das atividades cerebrais. A técnica, batizada de optogenética, já é utilizada em pesquisas para restaurar a visão e investigar distúrbios neurológicos complexos.

O prêmio de 12 milhões de coroas suecas será dividido entre os três laureados, que transformaram a forma como a medicina encara o mistério da consciência humana.

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