Dengue registra salto preocupante no Ceará com alta triplicada de óbitos
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) registrou um avanço crítico nas notificações de dengue, impulsionado por fatores climáticos e pela circulação intensificada do vírus nas regiões Norte, Sul e Litoral Leste. A decisão de intensificar o monitoramento e as ações de campo foi reforçada pela análise dos dados acumulados até 10 de outubro de 2026, com o objetivo de frear a escalada da doença que já impacta severamente o sistema de assistência estadual.
O cenário epidemiológico no Ceará mostra que, nas primeiras 40 semanas de 2026, entre 4 de janeiro e 10 de outubro de 2026, foram contabilizados 15,4 mil casos confirmados. O número representa uma alta expressiva em comparação ao mesmo período de 2025, quando o Estado somou 4,3 mil infecções. O impacto na dignidade das famílias cearenses é evidenciado pela letalidade: foram 27 mortes confirmadas neste ano, volume que triplica o total de nove óbitos registrados em 2024.
Segundo a Sesa, o período chuvoso, concentrado entre fevereiro e maio, foi determinante para o cenário atual, potencializando o ciclo reprodutivo do Aedes aegypti. A contenção do mosquito exige esforço contínuo na eliminação de criadouros em caixas-d'água, pneus, garrafas e vasos de plantas.
A vigilância em saúde alerta que sintomas como febre alta, dores no corpo e atrás dos olhos devem ser acompanhados com atenção. Caso o cidadão apresente dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos, a orientação é buscar atendimento médico imediato, pois são sinais de gravidade que demandam intervenção hospitalar urgente.
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