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Terça-feira, 06 de outubro de 2026

São Paulo e Minas Gerais dificultam estratégia de campanha de Lula no 2º turno

O cenário eleitoral consolidado em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do Brasil, impõe um desafio logístico e político para a campanha de Lula (PT) na corrida presidencial, conforme análise divulgada em 05/10/2026. A impossibilidade de contar com palanques locais fortes nestas regiões, após as eleições estaduais terem sido decididas ainda no primeiro turno, limita a exposição do candidato e o acesso direto ao cotidiano do eleitorado nas semanas decisivas que antecedem a votação final.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro (PL) atingiu 47% dos votos válidos em âmbito nacional, frente a 45,2% de Lula. O impacto dessa diferença é acentuado pela performance nos dois estados-chave. Em São Paulo, Flávio Bolsonaro obteve 51,9% da preferência, contra 38,2% de Lula. Em Minas Gerais, o cenário mostrou o candidato do PL com 48,2% contra 43,3% do petista.

Segundo o analista de política Teo Cury, em Live CNN realizada nesta segunda-feira, 05/10/2026, a ausência de alianças locais que poderiam ser impulsionadas por candidatos como Haddad ou Patrus Ananias retira de Lula uma plataforma fundamental. A estratégia, agora inviabilizada, permitiria que o ex-presidente estivesse mais presente na rotina dos eleitores durante as próximas três semanas.

A situação em Minas Gerais revela uma complexidade histórica: o eleitorado mineiro demonstra, tradicionalmente, um comportamento de voto não casado. O fenômeno se repetiu na eleição de Cleitinho Azevedo (Republicanos), que venceu no primeiro turno com 55,4% dos votos, enquanto Patrus Ananias (PT) alcançou 26,3%. Histórico que já registrou composições variadas, como as de Lula com Aécio Neves, ou Dilma Rousseff com Antônio Anastasia, reforça a autonomia do eleitor mineiro e a dificuldade de transferência de votos.

Para a campanha petista, o tempo de três semanas sem esse suporte local pode representar um prejuízo tático, beneficiando o ritmo de articulação de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.

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