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Domingo, 04 de outubro de 2026

MPE solicita ao TSE remoção de desinformação sobre urnas e embaixadas

O MPE (Ministério Público Eleitoral) solicitou ao TSE a remoção imediata de conteúdos que propagam informações falsas acerca do funcionamento das urnas eletrônicas e das operações de sedes diplomáticas estrangeiras. A medida, protocolada no dia 03 de outubro de 2026, visa assegurar a estabilidade social e o exercício livre do voto no primeiro turno, marcado para 04 de outubro de 2026.

As ações judiciais buscam frear a circulação de narrativas que tentam descredibilizar o processo eleitoral. O órgão aponta que a propagação de conteúdos inverídicos fere a soberania democrática e confunde os cidadãos, gerando um ambiente de instabilidade desnecessário em um momento decisivo para o país.

Na primeira frente, o MP identificou uma divulgação orquestrada em redes sociais como o Facebook, na qual vídeos associam o fechamento temporário de consulados e embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil a supostas ameaças terroristas ou riscos de golpe de Estado. Segundo os procuradores, tais alegações não possuem qualquer fundamento fático e servem apenas para instaurar o medo na população.

A segunda denúncia endereçada ao TSE foca na reativação de um vídeo antigo, que já circulava em 2018, no Whatsapp. No material, policiais militares simulam alegações de fraude no código e no procedimento de zeramento das urnas eletrônicas. O órgão reforça que o conteúdo é categoricamente falso e configura desinformação técnica.

Trata-se de uma decisão cautelar, sobre a qual o TSE ainda deve se manifestar. Até o momento, o volume de casos é expressivo: somente em 2026, o Ministério Público já atuou em cerca de 2,6 mil processos envolvendo a disseminação de fatos inverídicos no cenário político.

Sob supervisão de Mayara da Paz

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