Luizianne Lins critica apoio de ciristas a Flávio Bolsonaro
A senadora eleita pelo Ceará, Luizianne Lins (Rede), manifestou forte preocupação com os rumos da política nacional nesta terça-feira, 20/10/2026. Em entrevista ao programa OP News 1ª Edição, a parlamentar classificou como um ato de "cinismo" a movimentação de aliados de Ciro Gomes (PSDB) em direção ao apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.
Luizianne Lins destacou que, embora Ciro Gomes não tenha declarado voto oficialmente no segundo turno, o alinhamento de integrantes de sua chapa majoritária com a base bolsonarista fere a coerência do grupo político. Segundo a senadora, tal movimento é um contrassenso diante das críticas históricas feitas pelo ex-governador ao atual governo.
"Imaginar que Ciro chegaria a esse ponto de declarar apoio a Flávio Bolsonaro seria um caso de repensar a própria coerência do projeto que ele sustenta", afirmou a parlamentar. Para ela, a eventual adesão enfraquece o campo democrático e coloca em xeque o compromisso com as pautas sociais.
Ao projetar sua atuação em Brasília, Luizianne Lins definiu como "assustador" o perfil do próximo Senado, marcado pelo crescimento da bancada bolsonarista e pela ausência de diversas candidaturas progressistas femininas, como Benedita da Silva, Manuela Dávila, Marina Silva, Simone Tebet e Eliziane Gama. Em contrapartida, ela alerta para a ascensão de figuras como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis na esfera legislativa.
Diante desse cenário, a senadora eleita elegeu a regulamentação das redes sociais como uma de suas prioridades para o mandato de oito anos. A parlamentar defende maior transparência nos algoritmos das Techs, argumentando que a falta de controle sobre o conteúdo impacta diretamente o equilíbrio das eleições.
"Regulamentar não significa censurar", ressaltou Luizianne, pontuando que o debate é urgente para evitar que crimes sejam cometidos sob o pretexto de liberdade de expressão. A futura senadora reforçou que seguirá participando de agendas pró-Lula, incluindo viagens ao Rio Grande do Norte para apoiar o candidato Cadu do Lula, visando ampliar a margem de votos do PT no segundo turno.
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