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Terça-feira, 06 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro defende debates no segundo turno e critica decisões do STF

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) manifestou disposição para participar de debates contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da corrida eleitoral. A declaração foi feita em Brasília, nesta terça-feira, 06/10/2026, com o propósito de confrontar planos de governo e contrapor o legado da atual gestão petista aos resultados obtidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Eu já queria ter participado no primeiro turno de debates com Lula. Vou participar de debates, eu acho que são importantes", declarou Flávio, que terminou a etapa inicial com 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,16%. O candidato reitera que o embate direto é fundamental para que o eleitor possa avaliar as propostas.

O cenário para o segundo turno é marcado por tensões envolvendo a Justiça Eleitoral. O candidato do PL relembrou o cancelamento do debate da TV Globo, ocorrido em 1º de outubro, citando interferências de decisões proferidas pela ministra Estela Aranha, do TSE, e pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. Naquela ocasião, a magistrada proibiu a exibição de uma cadeira vazia para Lula, enquanto o ministro da Suprema Corte permitiu a inclusão de outro candidato. Flávio classificou as medidas como censura ao evento.

Enquanto articula sua campanha, o senador reforça alianças estratégicas. Nesta terça-feira, 06/10/2026, Flávio agradeceu publicamente o apoio de Romeu Zema (Novo-MG) e mantém encontros com lideranças como Ronaldo Caiado (PSD-GO). O objetivo é consolidar a base para a votação definitiva, marcada para 25 de outubro.

Paralelamente, o senador criticou a tramitação de projetos no Senado, mencionando a PEC da escala 6x1. Flávio alega possuir uma proposta superior e questionou a motivação eleitoreira do tema no Congresso. Além disso, o parlamentar classificou como interferência política a proibição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes que impede suas visitas ao pai, Jair Bolsonaro, restrição que permanece vigente até 11 de outubro.

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