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Terça-feira, 06 de outubro de 2026

Direita conquista maioria de 49 cadeiras na nova composição do Senado

A eleição de 49 senadores alinhados à direita para a composição do Senado, consolidada em 05/10/2026, marca o domínio mais amplo do campo conservador na Casa Alta em anos recentes. O resultado, que une os 33 eleitos no pleito de 04/10/2026 aos 16 que já possuíam mandato até 2031, reconfigura o equilíbrio de forças que ditará o ritmo legislativo e a viabilidade de reformas constitucionais no próximo quadriênio.

Embora a hegemonia conservadora seja um fato político relevante, a nova configuração não garante, por si só, votos suficientes para destituir ministros do Supremo Tribunal Federal. O processo de impeachment exige o apoio de 54 parlamentares, ou 2/3 da Casa, patamar que permanece fora do alcance isolado da bancada de direita, que ficará cinco votos abaixo desse quórum necessário.

Força legislativa e limites

O Partido Liberal liderou a disputa pelas 54 cadeiras renovadas, elegendo 19 senadores, seguido pelo MDB com 7 vagas e o PT com 6. Com a nova divisão, o Senado contará com 49 senadores alinhados à direita, 27 à esquerda e 5 ao centro. Essa maioria conservadora atinge exatamente os 49 votos necessários para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em dois turnos, conferindo ao grupo um poder decisivo na alteração das leis fundamentais do Brasil.

Apesar da capacidade de aprovar PECs, a bancada enfrenta desafios de articulação. A relação com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a presidência do Congresso, é um dos pontos de tensão. A ala aliada a Jair Bolsonaro (PL) mantém reservas quanto à gestão de Alcolumbre, especialmente após o senador ter pautado, em 02/10/2026, a PEC do fim da escala 6x1, pauta prioritária do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O distanciamento entre parte do Senado e o presidente da Casa também se aprofundou devido à defesa de Alexandre de Moraes feita por Alcolumbre frente a polêmicas recentes envolvendo o ministro e o empresário Daniel Vorcaro. O episódio do pedido de patrocínio feito por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o filme “Dark Horse” também segue no radar das disputas políticas que devem pautar a próxima legislatura.

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