Celular de Nailze Aparecida Ribeiro Silva revela presença no plenário do Senado
A presença de Nailze Aparecida Ribeiro Silva no interior do Senado durante as invasões de 8 de janeiro foi confirmada após uma perícia técnica da Polícia Federal (PF) localizar vídeos gravados pelo aparelho celular da ré. A decisão judicial que culminou na pena de 14 anos de reclusão foi fundamentada na participação direta da investigada em atos contra o Estado Democrático de Direito, conforme estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento finalizado no dia 22 de maio de 2026.
As evidências digitais foram fundamentais para a mudança no curso do processo. Inicialmente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusava a porteira apenas por incitação e associação criminosa. Contudo, após a análise do dispositivo, onde foram encontrados registros audiovisuais da ré tanto no plenário da casa legislativa quanto nas proximidades da rampa do Congresso Nacional, o órgão ampliou a denúncia. O novo entendimento incluiu os crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O impacto da condenação reflete não apenas a sanção penal de 14 anos em regime fechado, mas também o rigor do Poder Judiciário na proteção das instituições. A ré, moradora de São Bernardo do Campo, em São Paulo, que atualmente cumpre liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica, manifestou anteriormente, via carta enviada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, o desejo de firmar um acordo de não persecução penal, alegando que sua participação teria sido pacífica. Ela afirmou ainda que o monitoramento eletrônico a impede de cuidar de sua mãe, de 84 anos.
O julgamento virtual, que se estendeu de 15 a 22 de maio de 2026, consolidou a condenação por maioria de votos. O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado pelo ministro Edson Fachin, enquanto Luiz Fux divergiu parcialmente. Os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques ficaram vencidos na ocasião. Além da pena privativa de liberdade, a decisão impôs o pagamento solidário de uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
O mandado de prisão expedido por Alexandre de Moraes ainda não foi executado. O processo segue em fase de cumprimento de sentença, sem novas possibilidades de recurso para reverter o mérito da condenação. A defesa de Nailze não foi localizada pela reportagem para comentar a decisão definitiva.
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