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Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

G7 avalia liberação de 100 milhões de barris de petróleo em meio a tensões no Oriente Médio

O grupo das nações mais industrializadas do mundo, o G7, estuda a liberação de 100 milhões de barris de diesel e petróleo para o mercado internacional, visando conter a escalada dos preços e mitigar a restrição de oferta global, conforme anunciado nesta sexta-feira, 02/10/2026. A medida, que busca aliviar a pressão sobre o custo de vida dos cidadãos, ocorre em um cenário de elevada incerteza geopolítica, marcado pela distância de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã e por novos conflitos no Oriente Médio.

O impacto da movimentação de reservas foi imediato no mercado financeiro. Na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em baixa de 0,06%, cotado a US$ 102,25 o barril. Na Nymex, o petróleo WTI para novembro registrou queda de 1,9%, atingindo US$ 91,11 o barril. Embora a medida do G7 busque estabilidade, analistas alertam que a liberação de estoques é paliativa diante de gargalos estruturais.

Segundo Phil Flynn, analista do Price Futures Group, a estratégia pode garantir um fôlego temporário, mas não substitui a capacidade produtiva das refinarias em Houston ou a logística da Costa do Golfo. A preocupação adicional recai sobre o Estreito de Ormuz, ponto nevrálgico da navegação petrolífera global, e as operações da Arábia Saudita contra os houthis no Iêmen, com movimentações estratégicas no Mar Vermelho relatadas pela Reuters.

Paralelamente, o governo de Donald Trump intensificou a articulação por políticas energéticas internacionais, anunciando nesta sexta-feira, 02/10/2026, a destinação de US$ 8,4 bilhões para um projeto de petróleo vinculado à Coreia do Sul. Enquanto isso, a União Europeia, por meio da porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, rechaçou proibições de exportação de diesel vindas dos Estados Unidos, sinalizando que a disputa por recursos continuará sendo um ponto de fricção nos próximos meses.

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