Ir para o conteúdo
Sua Nota Tem Valor Publicidade
Quinta-feira, 08 de outubro de 2026

FMI alerta que crises de custo de vida elevam inflação e pobreza

O Fundo Monetário Internacional alertou, nesta terça-feira, 06/10/2026, que a recorrência de picos nos preços de alimentos e energia ameaça a estabilidade econômica global, prolongando expectativas inflacionárias e aprofundando a desigualdade social. A decisão de publicar o estudo, que detalha novos modelos para medir o impacto financeiro nas famílias mais pobres, foi tomada para orientar governos na adoção de políticas públicas mais assertivas contra a crise.

A pesquisa integra o Capítulo 2 do próximo relatório Perspectiva Econômica Mundial. O novo modelo econômico revelou uma defasagem de 0,8 ponto percentual em relação às medidas padrão de inflação, demonstrando que, entre 2021 e 2024, 23 milhões de pessoas a mais caíram na extrema pobreza do que se calculava anteriormente. Segundo Chiara Maggi, economista do FMI, estas crises corroem o poder de compra e comprometem diretamente a qualidade de vida das camadas mais vulneráveis da população.

O cenário de instabilidade tem sido agravado por tensões geopolíticas contínuas, incluindo a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e a guerra no Oriente Médio. O FMI projeta que a produção econômica global cresça cerca de 3% em 2026, mantendo o patamar previsto em julho, mas abaixo da média de 3,5% observada em 2024 e 2025. O prolongamento dos conflitos envolvendo o Irã e os Estados Unidos adiciona riscos significativos a estas projeções.

Para enfrentar o problema, o FMI recomenda que os países priorizem transferências de renda direcionadas aos mais necessitados. A instituição aponta que medidas amplas, como controles de preços e subsídios indiscriminados, são ineficientes e custosas, podendo onerar os cofres públicos em até 22 vezes mais do que ações focadas, além de distorcer sinais de mercado e, em casos de subsídios a produtores, acabar beneficiando consumidores estrangeiros.

Leia também

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado.

Máx. 2000 caracteres 0 / 2000