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Quinta-feira, 08 de outubro de 2026

Confederações empresariais manifestam preocupação com a PEC que propõe o fim da escala 6x1

O Congresso Nacional enfrenta um intenso debate sobre a viabilidade da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1, decisão que impacta diretamente a estrutura produtiva e a vida de milhões de brasileiros. O posicionamento foi formalizado por um grupo de entidades patronais na quarta-feira, 07/10/2026, destacando o temor de que a medida seja discutida sem a devida análise de seus efeitos macroeconômicos e sociais.

Assinam o manifesto a CNI (Confederação Nacional da Indústria), CNT (Confederação Nacional do Transporte), CNC (Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) e a OCB (Organização das Cooperativas do Brasil). As organizações reconhecem a legitimidade da discussão, mas defendem cautela, argumentando que mudanças na jornada de trabalho exigem planejamento para não comprometer a manutenção do emprego formal e a estabilidade financeira das famílias.

Segundo as instituições, a implementação imediata da proposta traria consequências negativas severas para setores fundamentais, como o comércio e a indústria, elevando os custos de produção e, consequentemente, pressionando a inflação. A CNI projeta um cenário crítico: os preços ao consumidor poderiam subir até 6,2%, enquanto o custo de produção nacional teria um incremento de R$ 267,2 bilhões, resultando em uma queda estimada de 0,7% no PIB do País.

Para as confederações, é inoportuna a pressa em votar a PEC antes do segundo turno, período marcado por forte instabilidade. As entidades reforçam que o Brasil precisa manter sua competitividade global e que o momento atual exige responsabilidade. O manifesto enfatiza que qualquer alteração nas leis trabalhistas deve ser acompanhada por um diálogo profundo, evitando que o desejo de melhoria na qualidade de vida do trabalhador resulte em precarização ou desemprego no longo prazo.

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