Arnaldo Lima defende reformas para conter trajetória da Dívida Bruta
A Dívida Bruta do Governo Geral alcançou 82,9% do PIB, totalizando R$ 11,1 trilhões, conforme dados consolidados até 04/10/2026. A elevação de 0,3 ponto percentual, impulsionada pelo déficit do setor público, reforça o debate sobre a sustentabilidade das contas públicas brasileiras.
Em análise realizada nesta domingo, 04/10/2026, o economista Arnaldo Lima destacou à CNN Money que o atual cenário exige reformas estruturantes imediatas. Embora a arrecadação apresente um crescimento real superior a 11%, o avanço das despesas obrigatórias limita o fôlego fiscal do País.
A preocupação central reside na trajetória de alta projetada até 2030. Segundo Arnaldo Lima, a estabilização do crescimento da dívida é mais urgente do que o patamar absoluto. Ao adotar a metodologia do FMI, a Dívida Bruta brasileira atinge 94,5% do PIB, superando significativamente a média de 77% observada em países emergentes.
O diagnóstico aponta para a pressão exercida pelas despesas obrigatórias e pela taxa de juros elevada, que compromete o investimento produtivo. Enquanto o governo central apresentou déficit, governos regionais e estatais registraram superávit, reforçando que o equilíbrio fiscal é um desafio coletivo que transcende a pasta do ministro da Fazenda.
Para contornar o cenário de juros altos e limitações ao crédito, o economista defende uma agenda de desindexação e produtividade. Ele argumenta que o crédito direcionado fora das condições de mercado força o Banco Central a elevar a taxa básica, prejudicando o crescimento potencial e a formação de capital fixo nacional.
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