Real Academia Sueca de Ciências premia Henri B. Kagan e Kenso Soai com o Nobel de Química
A Real Academia Sueca de Ciências concedeu o Prêmio Nobel de Química a Henri B. Kagan e Kenso Soai por suas contribuições fundamentais à síntese orgânica assimétrica, em anúncio oficial realizado em 07/10/2026, em Estocolmo. A distinção reconhece a descoberta de efeitos não lineares e processos de autocatálise, solucionando um enigma químico que intrigava especialistas há mais de um século.
O impacto da pesquisa liderada por Henri B. Kagan, professor da Universidade Paris-Sul, e Kenso Soai, da Universidade de Ciências de Tóquio, reside na explicação sobre como a homoquiralidade pode surgir espontaneamente. Segundo Heiner Linke, presidente do Comitê Nobel de Química, as reações desenvolvidas pelos pesquisadores são espetaculares e representam um avanço vital para a compreensão das estruturas moleculares.
A capacidade de controlar a quiralidade é essencial para o desenvolvimento de novos materiais e fármacos, refletindo diretamente no progresso da medicina e da tecnologia industrial. A decisão do comitê é definitiva, consolidando o legado dos laureados na história da ciência mundial.
Historicamente, a láurea de Química acumula 117 premiados, sendo oito mulheres. O levantamento de dados do Nobel revela trajetórias distintas, como a de Frédéric Joliot, que, ao lado de sua esposa Irène Joliot-Curie, tornou-se o mais jovem laureado da categoria em 1935, aos 35 anos. No extremo oposto, John B. Goodenough detém o recorde de premiado mais velho da história de todas as categorias, recebendo o Nobel aos 97 anos em 2019.
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