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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Lula pede ao TSE entrega simultânea de autorizações para quebra de sigilos

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a solicitação para que as autorizações de quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico dos candidatos à Presidência sejam entregues de forma simultânea. A petição foi protocolada nesta quinta-feira, 22/10/2026, com o objetivo de assegurar que Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizem o protocolo dos documentos em conjunto, evitando interpretações distintas sobre a celeridade do processo.

O movimento busca dar transparência a um embate que se intensificou após o debate da TV Band, realizado em 18/10/2026. A equipe jurídica do petista, que encaminhou o pedido ao ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, aceitou as condições impostas pela defesa de Flávio Bolsonaro, mas reafirmou a necessidade de incluir no escopo das investigações a empresa Alcazar Holdings, sediada em Portugal.

A preocupação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva reside no possível vínculo do senador com a referida empresa, ligada ao advogado Willer Tomaz. Documentos obtidos pela Polícia Federal (PF) apontam que Flávio Bolsonaro estaria cadastrado como usuário máster em uma conta da companhia no banco Santander. Embora o registro não comprove ilegalidades, a campanha solicita transparência total sobre contas no Brasil e no exterior onde o senador figure como procurador ou responsável financeiro.

A proposta enviada ao TSE defende que os candidatos compareçam presencialmente para protocolar as autorizações, garantindo que os dados sejam disponibilizados no sistema DivulgaCandContas. A medida impacta diretamente a narrativa de integridade na reta final da disputa presidencial, exigindo que ambos os lados exponham suas contas bancárias e fiscais, além de dados de pessoas próximas, incluindo o ex-chefe de gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, e a primeira-dama Janja Lula da Silva.

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