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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Capitão Wagner responsabiliza eleitores do PT por violência no Ceará

O ex-candidato ao Senado pelo Ceará, Capitão Wagner (União Brasil), utilizou as redes sociais para atribuir aos eleitores que escolheram o PT a responsabilidade por eventuais episódios de violência, como assassinatos por facções criminosas ou expulsão de moradores de suas residências. A manifestação, ocorrida nesta terça-feira, 27/10/2026, foi proferida após o político reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, cenário que consolidou uma derrota expressiva para o grupo de aliados do Capitão Wagner no estado.

No Ceará, o pleito foi marcado por uma votação majoritária para a coligação liderada pelo PT, com Luiz Inácio Lula da Silva obtendo 68,93% da preferência, totalizando mais de quatro milhões de votos e uma vantagem de 2,2 milhões em relação a Flávio Bolsonaro (PL), candidato apoiado por Wagner. O discurso do ex-candidato, que também integra o diretório do Progressistas, busca confrontar o resultado democrático ao sugerir que a população pagará um preço por suas escolhas nos próximos quatro anos.

A retórica do político também incluiu críticas diretas à integridade do sistema eleitoral e acusações sobre o perfil do eleitorado petista. Em publicações recentes, ele questionou a participação de pessoas privadas de liberdade no processo eleitoral. Contudo, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclarecem que apenas presos provisórios — sem sentença criminal definitiva — possuem o direito ao voto. Nas Eleições de 2026, este contingente representou apenas 0,01% dos 158 milhões de eleitores aptos no Brasil.

O episódio ocorre em um momento de fragilidade política para Capitão Wagner, que amargou em 2026 sua quinta derrota consecutiva em disputas majoritárias. Além da falha na busca por uma vaga ao Senado, aliados próximos, como sua esposa, Dayany Bittencourt, e o vereador de Fortaleza Soldado Noélio, também não conquistaram êxito na corrida pela Câmara dos Deputados. O cenário reflete uma reconfiguração do poder local, com a permanência da influência de figuras como Elmano de Freitas e Cid Gomes (PSB) no Estado.

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