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Quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Operação Dupla Face prende policiais e informante por crimes no Ceará

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), vinculado ao Ministério Público do Ceará (MPCE), deflagrou uma ofensiva contra agentes públicos suspeitos de integrar uma organização criminosa. A decisão pela prisão de três policiais e um informante do sistema prisional foi concretizada nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, com o objetivo de desmantelar um esquema que subverte a função pública em benefício de facções, ferindo a confiança da sociedade nas instituições de segurança.

Além das detenções, a Operação Dupla Face cumpriu cinco mandados de busca e apreensão distribuídos entre Fortaleza, Maracanaú e Aquiraz, no Ceará, e Capinzal do Norte, no Maranhão. A ação resultou no recolhimento de armamentos, um bloqueador de GPS e um drone, equipamentos que, segundo as autoridades, eram fundamentais para a logística operacional do grupo.

Dinâmica do crime e sigilo

As investigações apontam que a prática delituosa envolvia a simulação de abordagens policiais com o uso de viaturas caracterizadas. Após o contato com integrantes de uma organização criminosa para a aquisição de drogas, os agentes envolvidos omitiam as ocorrências, deixando de realizar as prisões e apreensões que seriam exigidas pelo dever de ofício.

O Gaeco sustenta que os investigados utilizavam o vínculo institucional com órgãos de segurança para conferir uma aparência de legalidade às suas atividades ilícitas, valendo-se de uma estrutura organizada e de tecnologia avançada para evitar a detecção. Por envolver sigilo processual, o andamento das investigações segue sob rigoroso acompanhamento do Ministério Público.

A mobilização contou com o apoio estratégico da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da Secretaria da Segurança Pública, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Polícia Civil do Ceará, com colaboração interestadual da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC) e do Gaeco do Ministério Público do Maranhão (MPMA).

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