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Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Volume do EWZ supera recorde do Joesley Day após 1º turno

O volume de negociação do EWZ (iShares MSCI Brazil ETF), fundo de índice negociado na Bolsa de Nova York que oferece exposição a ações brasileiras, atingiu uma marca histórica nesta segunda-feira, 05/10/2026. Atingindo 191.079.381 cotas negociadas na NYSE, o movimento reflete a intensa reação do mercado financeiro internacional ao resultado do 1º turno das eleições presidenciais, consolidando um novo patamar de liquidez para ativos do Brasil no exterior.

Este volume supera o recorde anterior de 166,6 milhões de cotas registrado em 18 de maio de 2017, durante o episódio conhecido como Joesley Day. Naquela ocasião, a divulgação de uma gravação envolvendo o então presidente Michel Temer (MDB) gerou instabilidade. Diferente daquele período, o cenário atual é de otimismo: o EWZ fechou o pregão com valorização de 12,54%, cotado a US$ 42,98.

O impacto desta movimentação reflete a expectativa de investidores sobre a governabilidade e a condução econômica do país. A leitura predominante entre agentes de mercado é de que o resultado do pleito, que colocou Flávio Bolsonaro (PL) com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinaliza uma maior disposição para reformas estruturais e controle de despesas fiscais, embora detalhes do plano econômico ainda sejam aguardados.

Números do mercado

A euforia no mercado de ações foi acompanhada pelo alívio nas taxas de juros futuros. Os contratos de DI apresentaram recuo acentuado: o vencimento para janeiro de 2035 caiu para 13,16%, ante 14,06% registrados em 02/10/2026. O Ibovespa encerrou o dia aos 206.920,66 pontos, enquanto o dólar registrou queda de 4,12%, cotado a R$ 5,001.

Na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), destaques como Magazine Luiza (MGLU3), com alta de 24,2%, e Cosan (CSAN3), com 23,8%, lideraram o otimismo dos investidores. Completam o grupo das maiores valorizações a B3 (B3SA3), BTG Pactual (BPAC11) e Vamos (VAMO3).

O foco do mercado agora se volta para o 2º turno, marcado para 25 de outubro de 2026. A trajetória dos juros e a volatilidade dos ativos dependem diretamente dos compromissos fiscais que serão apresentados pelos candidatos até o pleito decisivo.

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