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Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

Família Gil processa padre por racismo religioso

O sacerdote é acusado de intolerância religiosa e racismo religioso após fazer comentários considerados ofensivos sobre as crenças da artista e do pai dela, Gilberto Gil. A informação é do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

O episódio ocorreu dias depois da morte de Preta, em julho. Durante uma homilia transmitida ao vivo, o padre qualificou religiões afro-brasileiras como “forças ocultas” e ironizou a fé da cantora e do ex-ministro da Cultura. “Gilberto Gil fez uma oração aos orixás. Cadê o poder desses orixás, que não ressuscitou Preta Gil? Tá lá. Eles já enterraram. Pois é. E tem gente católica que pede a essas forças ocultas… Eu só queria que o diabo viesse e levasse”, declarou o religioso.

A ação foi movida por Gilberto Gil; a esposa, Flora Gil; os filhos do artista, Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José, e Francisco, filho de Preta Gil. A família pede uma indenização de R$ 370 mil pelos danos morais sofridos.

No processo, os advogados afirmam que a homilia foi amplamente reproduzida nas redes sociais, gerando uma onda de comentários preconceituosos e incentivando manifestações de intolerância religiosa.

O documento também informa que a Diocese de Campina Grande foi previamente notificada por meio de uma notificação extrajudicial exigindo retratação pública e punição ao padre Danilo César. Segundo a família, o pedido foi ignorado, o que motivou a judicialização do caso.

Fonte: Diário do Nordeste

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